O Tribunal do Júri de Jaru vai julgar, em 19 de novembro de 2026, Heverson Giuliane Siqueira, acusado pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) de matar o próprio irmão, o empresário e criador de conteúdo Herlison Diego de Siqueira, de 35 anos, conhecido como Dom Diego. A informação foi publicada pelo g1 Rondônia, que informou ter tido acesso ao processo, que tramita em segredo de Justiça.
O crime ocorreu na noite de 8 de setembro de 2023, em frente à chácara onde a vítima morava, às margens da BR-364, em Jaru. Conforme o registro policial citado pelo g1, Herlison chegava de carro, acompanhado de uma jovem, quando foi surpreendido por um homem armado, que fez vários disparos e fugiu por uma área de mata. A mãe da vítima, que estava dentro da casa, encontrou o filho já sem vida. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte.
Desde o início, a Polícia Civil tratou o caso como emboscada planejada. Segundo a denúncia do MP-RO, o crime teria sido motivado por uma disputa de herança, e o acusado teria permanecido escondido na propriedade até a chegada do irmão. Heverson responde por homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima.
O réu está preso preventivamente desde 2 de dezembro de 2024. Naquele mês, a Justiça recebeu a denúncia. Ao longo de 2025, ele apresentou defesa, testemunhas foram ouvidas e, em outubro, durante o interrogatório, optou por responder apenas às perguntas do próprio advogado, sem atender aos questionamentos do juiz e do promotor.
Em novembro de 2025, o juiz do caso decidiu levar Heverson a júri popular, ao considerar haver provas da materialidade e indícios suficientes de autoria, e manteve a prisão preventiva. A defesa recorreu, mas, em agosto de 2026, os desembargadores do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) mantiveram a decisão por unanimidade, o que permitiu a marcação do julgamento.
Em nota reproduzida pelo g1, a defesa afirmou que Heverson é inocente e que só poderá ser considerado culpado após condenação definitiva. Os advogados informaram que não vão comentar provas ou detalhes do processo antes do julgamento e que os argumentos serão apresentados diretamente aos jurados.
Fonte: G1 Rondônia.

