Governos de pelo menos sete países asiáticos parabenizaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição. Lula venceu o segundo turno no domingo (25 de outubro de 2026), contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). As mensagens vieram de China, Rússia, Índia, Coreia do Sul, Irã, Japão e Malásia, segundo reportagem do Rondônia Dinâmica.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não se manifestou até a publicação da reportagem. Ele foi o único líder asiático a apoiar publicamente a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, falou na segunda-feira (26). Ele disse que a China toma nota do anúncio do Tribunal Superior Eleitoral sobre a vitória de Lula e apresentou felicitações. Também afirmou que o país está pronto para trabalhar com o Brasil. Perguntado sobre o pedido de Flávio Bolsonaro para anular a eleição, Guo respondeu que "a China respeita a escolha do povo brasileiro". O presidente Xi Jinping ainda não havia se pronunciado. Em 2022, a mensagem de Xi a Lula foi divulgada no dia seguinte ao segundo turno.
Segundo o Kremlin, o presidente russo, Vladimir Putin, enviou um telegrama em que chama Lula de "querido amigo". Na mensagem, Putin destacou a parceria estratégica entre os dois países. Ele também cumprimentou o brasileiro pelos 81 anos, completados nesta terça-feira (27).
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, publicou mensagem na rede social X. Ele celebrou a vitória e disse esperar ampliar a parceria estratégica entre Índia e Brasil, inclusive em temas do chamado Sul Global. Lula fez visita de Estado à Índia em fevereiro deste ano e, na mesma viagem, passou pela Coreia do Sul.
O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, que esteve em Brasília em julho, publicou mensagem em coreano e em português. Nela, chamou Lula de "meu querido amigo e companheiro".
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse esperar que as relações entre os dois países se ampliem no novo mandato, segundo a imprensa estatal iraniana. Em Tóquio, o secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, citou a parceria estratégica entre Japão e Brasil e a grande comunidade nipo-brasileira. O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, classificou o resultado como uma "histórica vitória eleitoral" e disse esperar colaboração estreita com o governo brasileiro.
As manifestações ocorrem enquanto Flávio Bolsonaro contesta o resultado e anunciou que pedirá a anulação do pleito. Por enquanto, nenhum dos governos citados questionou o resultado proclamado pelo TSE.
Fonte: Rondônia Dinâmica.

